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segunda-feira, 26 de julho de 2010

ABSURDO - Artista africano impedido de entrar no Brasil em 23/07/10

Olá amigos!

Partilho o e-mail enviado por Benita Prieto.

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Boniface Ofogo Nkama (http://www.boniofogo.com/ ) nascido na República dos Camarões e radicado na Espanha desde 1988, nosso convidado para o Simpósio Internacional de Contadores de Histórias (www.simposiodecontadores.com.br) que acontecerá na próxima semana, no Rio de Janeiro e em Ouro Preto, foi impedido de entrar no Brasil, no aeroporto de Confins/BH, pela Polícia Federal que alegou falta de visto, no dia 23/07/2010(sexta-feira),vindo de Madri em voo da TAP.


Ele havia estado com a Vice-Cônsul do Brasil em Madri, no dia 20/07, com toda a documentação e foi informado que há pouco tempo foi celebrado um acordo que dispensava o visto dos cidadãos camaroneses. Confirmando o e-mail que eu havia recebido do setor de vistos do Consulado do Brasil em Madri dizendo não haver necessidade, pois a carta convite de intercambio cultural era suficiente para sua estada no país, como turista, durante três meses.


Boniface embarcou sem problemas, mas ao chegar ao aeroporto de Confins/MG a Policia Federal não permitiu sua entrada. Embora ele tenha relatado toda a situação, mostrado os documentos, cartas, e-mails, seus livros, o programa do Simpósio de Contadores. UMA SITUAÇÃO HUMILHANTE E CONSTRANGEDORA.


Boniface me telefonou às 17 horas dizendo que às 19 horas seria DEVOLVIDO a Madri. Imediatamente liguei para a Polícia Federal do aeroporto de Confins perguntando o que poderíamos fazer. E eles me disseram que nada.


Recorremos ao serviço de imigração e o Ministério das Relações Exteriores enviou uma permissão para a entrada no país.
A Polícia Federal alega que a permissão chegou as 19h31 e o voo já havia partido as 19 horas. E novamente me disse que não se podia fazer mais nada.


ESSA ATITUDE É INACEITÁVEL. Boniface é um artista reconhecido internacionalmente e que já esteve em 18 países sem nenhum problema, inclusive no Brasil, em dois simpósios anteriores, e foi um dos protagonistas do documentário Histórias que gravamos aqui em 2005.

Estou envergonhada e preciso tomar uma atitude, pois tenho certeza que houve PRECONCEITO COM UM AFRICANO, POR SER NEGRO E ARTISTA.

Boniface é um artista excepcional, um contador de histórias, um intelectual, um mediador intercultural, um escritor. Vinha para o Brasil para estrear no Simpósio o documentário En Memória uma homenagem a seu pai, recentemente falecido.Ele é da etnia yambasa onde seu pai era rei e o detentor da palavra, um mestre da cultura popular.E Boniface por tradição agora representa na sua etnia o que foi seu pai.

Nossa primeira ação foi entregar para um advogado todos os documentos pedindo que Boniface seja trazido ao Brasil para o evento com todo o respeito e dignidade que merece. E com um pedido de desculpas do governo brasileiro.


A situação é lamentável nesse momento em que o Presidente Lula acaba de voltar da Africa para acordos de cooperação com esse continente que é o berço da humanidade.


E imaginem o que pode acontecer na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016 se as informações dos consulados do Brasil no exterior divergem das que existem no nosso país.

Peço a todos que nos apoiem enviando este email para sua rede de amigos e para todas as instituições públicas e privadas, nacionais e internacionais, que conheçam. E repliquem esse e-mail nos seus blogs e nas redes sociais.

Benita Prieto
Idealizadora e Produtora do Simpósio
e-mail : simposiodecontadores@simposiodecontadores.com.br

terça-feira, 20 de julho de 2010

Hora de dormir!

Formatura dos alunos da Aletria

Dia 21 de junho foi mesmo um dia muito especial. Pois, foi no quintal da Aletria, a formatura de nossa turma no curso “A arte de contar histórias”. Concluímos o módulo I com o espetáculo “Causos de Minas.” Foi uma série de 18 histórias em que o namorinho escondido, o padre, os coroneis, a vendinha, a praça e a esperteza do legítimo mineirim ganharam vida e levaram os convidados às gargalhadas.



Montanhas de Histórias

O Montanhas de Histórias – Simpósio Internacional de Contadores de Histórias em OURO PRETO - terá início no dia 30 de julho com a apresentação do espetáculo “De Gestos e de Palavras”, com Jiddu Saldanha (RJ). Em seguida, atrações itinerantes visitarão os distritos de Ouro Preto. Mais detalhes podem ser encontrados no site do Aletria.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Quer aprender a contar histórias na sala de aula? Novo curso da Aletria

Preparar o educador para utilizar técnicas de narração de histórias como forma de incentivo à aprendizagem e à leitura, ampliando o seu próprio repertório literário. Esse é o objetivo do curso “Contar histórias na sala de aula”, que a narradora, pedagoga e atriz Sandra Bittencourt inicia no próximo sábado, 12 de junho, na Aletria.

Voltado para educadores, o curso será realizado em quatro encontros, com horário flexível, sempre aos sábados. Quem já teve a possibilidade de participar de oficinas e workshops com Sandra Bittencourt sabe da qualidade de seu trabalho, sempre voltado para a criatividade, com atividades dinâmicas, descontraídas e de conteúdo.

SERVIÇO

Curso: Contar histórias na sala de aula

Professora: Sandra Bittencourt


Carga horária: 32 h/a (4 aulas de 8h)
Data: 12 a 26/junho e 3/julho (SÁBADOS)
Horário: 8 às 17h, com 1 h para almoço.
Público-alvo: educadores
Número de vagas: 20 (vinte)


Retirado de: http://www.aletria.com.br/noticias_abre.asp?id=1834


domingo, 6 de junho de 2010

Clara Haddad - Boca do Céu/2008

sexta-feira, 4 de junho de 2010

A Festa no Céu

Todas as aves estavam alvoroçadas e alegres, preparando-se para o grande acontecimento: uma festa no céu. A bicharada que não voava se mordia de inveja por não poder ir. Festa no céu era um acontecimento, com seus salões dourados, tapetes de nuvem e luz de estrelas. A Tartaruga chegou a tentar voar com umas asas de taquara e couro de onça que amarrou ao casco.

Mas quem foi esperto mesmo foi o Sapo. Dizia a todo mundo que iria à festa e os bichos de penas davam risadas, não acreditando. E ele, muito quietinho, sem dizer a ninguém como pretendia chegar ao céu sem saber voar.

Na última hora, quando as aves se preparavam para partir, o malandro meteu-se dentro da viola do Urubu e viajou de carona, sem que ninguém suspeitasse de nada. Quando as aves viram o Sapo na festa, ficaram admiradas, perguntando como ele tinha conseguido.

Ele só queria saber de comer, beber e ... infelizmente, de dançar. Além de comilão era desajeitado na dança e quebrou uma porção de coisas. Logo, as aves falavam em "despejá-lo" lá de cima. Despeja, não despeja, o Sapo não quis correr o risco e se escondeu até o fim da festa, quando entrou de novo na viola do Urubu. Mas como tinha comido demais ficou pesado e, no meio do caminho de volta, o Urubu descobriu seu passageiro clandestino e disse:

─ Desta vez, compadre Sapo, você não escapa. Vou jogá-lo aqui de cima, para você aprender a não ser atrevido.

De nada adiantou implorar, protestar ou chorar. O Sapo despencou numa "queda livre" e veio se esborrachar cá embaixo, numa pedra. O Urubu, chegando logo em seguida, ainda fez gozação:

─ Ué, compadre! Já chegou? Veio rápido, hein?!

Claro que não teve resposta, pois havia pedaço de sapo para todo lado.

O Urubu que, afinal, tinha bom coração, voou para casa, pegou agulha e linha e, recolhendo os pedaços do Sapo, costurou-o todo direitinho.

"Acordando", o Sapo saiu aos pulos, sem nem agradecer o favor. Festa no céu, nunca mais!

É por isso que até hoje o sapo tem o corpo achatado e todo remendado.

fonte: Mitos e folclore do norte do Brasil

http://www.casadocontadordehistorias.org.br/04.htm